Melatonina em goma e fita: Anvisa alerta que formato não é autorizado
A Anvisa alertou que melatonina em fitas, gomas e filmes sublinguais não tem aprovação. Veja a dose permitida, quem não deve usar e como checar o rótulo.

0,21 miligrama por dia, só para maiores de 19 anos e só como suplemento alimentar: é dentro dessa regra que a melatonina pode ser vendida no Brasil. Em 5 de novembro de 2026, a Anvisa alertou que versões em fitas, filmes e gotas para dissolver sob a língua não têm autorização, segundo a Radioagência Nacional. A Rádio Gov incluiu as gomas mastigáveis na lista de formatos sem aprovação.
O alerta veio depois de anúncios em redes sociais que prometiam sono rápido ou fim da insônia com esses produtos. Abaixo, as respostas às dúvidas mais buscadas, com base apenas no que a agência já publicou.
| Regra | O que vale no Brasil |
|---|---|
| Categoria | Suplemento alimentar, autorizado desde 2021 |
| Quantidade máxima | 0,21 mg por dia |
| Idade | A partir de 19 anos |
| Formatos sublinguais | Sem avaliação de segurança, qualidade e eficácia |
| Promessa de melhorar o sono | Não aprovada; exige estudos científicos |
Melatonina em goma é proibida?
Depende de para quem ela é vendida. A melatonina não é autorizada em suplementos destinados a crianças e adolescentes, e por isso a Anvisa já proibiu um suplemento infantil de melatonina em 2023. Qualquer goma com melatonina voltada ao público infantil é irregular.
Para adultos, a Rádio Gov relatou que as gomas mastigáveis estão entre os formatos citados no alerta como não autorizados. Na dúvida, a regra prática é não comprar goma de melatonina sem a indicação “suplemento alimentar” no rótulo e sem a dose por porção, que não pode passar de 0,21 mg por dia.

Melatonina sublingual pode ser vendida?
Não como suplemento. Fitas, filmes, pastilhas e gotas que se dissolvem embaixo da língua não passaram por avaliação específica de segurança, qualidade e eficácia, segundo a Anvisa. Isso vale mesmo quando a embalagem informa uma dose baixa.
Melatonina de 0,21 mg faz dormir melhor?
Não há prova disso. A agência afirma que não existem evidências de que a dose autorizada tenha efeito direto na melhora do sono. Quando liberou a substância, em 2021, a Anvisa deixou claro que não aprovou alegações de benefício para esses suplementos, conforme o comunicado da autorização. O limite de 0,21 mg fica próximo da quantidade que o próprio corpo produz.
Um fabricante só pode prometer melhora do sono se apresentar estudos científicos à agência. Rótulo ou anúncio com essa promessa, sem aprovação, já é sinal de irregularidade. A própria Anvisa registra que, em outros países, a melatonina aparece tanto como suplemento quanto como medicamento, em condições variadas, o que ajuda a explicar a oferta de importados com doses muito acima do limite brasileiro.
Melatonina para crianças e adolescentes é permitida?
Não. O consumo permitido começa aos 19 anos. Abaixo dessa idade, nenhum suplemento de melatonina é autorizado, seja em cápsula, goma, gota ou bala. Se a criança tem dificuldade para dormir, a dúvida deve ir ao pediatra, e não a um produto importado ou vendido pela internet com apelo infantil.
Melatonina na gravidez ou ao volante: quem deve evitar?
Os rótulos dos produtos regulares precisam avisar que eles não devem ser consumidos por:
- gestantes;
- mulheres que estão amamentando;
- crianças;
- pessoas em atividades que exigem atenção constante, como dirigir ou operar máquinas.
Quem tem alguma doença ou usa medicamentos deve falar com o médico antes de começar, orienta a Anvisa no texto de 2021.

Melatonina não resolveu a insônia: hora de procurar médico?
Sim, se a dificuldade para dormir dura duas semanas ou mais, segundo a orientação divulgada junto com o alerta. Insônia persistente pode ter causas que o suplemento não trata, e o diagnóstico é do médico. Para outros produtos com melatonina já barrados pela agência, veja a proibição do picolé com melatonina.
Melatonina anunciada em rede social é confiável?
É nesse tipo de oferta que aparecem os produtos irregulares. Desconfie e não compre quando encontrar:
- promessa de dormir “em minutos” ou de curar a insônia;
- formato para colocar sob a língua (fita, filme, pastilha ou gota sublingual);
- dose acima de 0,21 mg por dia, comum em importados vendidos por sites e perfis;
- versão infantil ou com personagens;
- embalagem sem a expressão “suplemento alimentar” ou sem as advertências obrigatórias.
Produto suspeito pode ser denunciado à vigilância sanitária do seu município ou à Anvisa. E o alerta mais importante é este: um anúncio que promete resolver o sono com melatonina está, pela regra brasileira, vendendo algo que a agência nunca aprovou.



